quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Saiba mais sobre o arremesso de meta no Futsal



O arremesso de meta caracteriza-se quando a bola atravessar inteiramente a linha de fundo pelo alto ou pelo solo, excluída a parte compreendida entre os postes e sob o travessão de meta, após ter sido tocada ou jogada pela última vez por atleta de equipe atacante. Deverá ser devolvida ao jogo exclusivamente pelo goleiro, com as mãos, para além de sua área de meta, de qualquer ponto dela. Na devolução, a bola não poderá ultrapassar a linha do meio da quadra sem que toque no solo ou num jogador.

O arremesso do goleiro identifica-se pelo ato de ele soltar a bola das mãos, repondo-a diretamente em jogo, depois de inteiramente segura. O simples fato de espalmar ou impulsionar a bola, sem segurar a mesma, não será considerado como arremesso.

O arremesso lateral caracteriza-se quando a bola atravessa inteiramente as linhas laterais, quer pelo solo, quer pelo alto. O retomo da bola à quadra de jogo dar-se-á por um arremesso com os pés no exato lugar em que saiu, em qualquer direção, executado por um atleta da equipe adversária àquela que tocou a bola por último.

O arremesso de canto caracteriza-se quando a bola ultrapassar inteiramente a linha de fundo (excluída a parte compreendida entre os postes de meta e sob o travessão) quer pelo solo, quer pelo alto, após ter sido tocada ou jogada pela última vez por um atleta da equipe que estiver na defensiva. O arremesso será executado por um dos atletas da equipe adversária, com o uso dos pés, exclusivamente, e nesse, momento o executor do arremesso deverá ter uma parte do pé apoiada no solo, podendo pisar em parte das linhas laterais ou de fundo ou, ainda, do lado de fora delas. O arremessador terá a sua frente voltada para o vértice do ângulo formado pelas linhas lateral e de fundo, no ponto em que se junta

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Tudo sobre Treinamento de Futsal!


O kit de 8 dvds de Futsal está com uma promoção especial até o fim do mês de Janeiro de 2015. São apenas 5 kit disponibilizados.

Olha a relação dos dvds que compõe esse kit com oito dvds, todos em Português:

Treinamento Tático
Treinamento Técnico
Treinamento Defensivo
Treinamento de Goleiros
Jogadas ensaiadas - Teoria
Jogadas ensaiadas no Tiro Lateral
Jogadas Ensaiadas no Tiro de Meta
Jogadas ensaiadas em Cobrança de Falta

Vai perder essa chance? Veja aqui essa promoção


* Post patrocinado

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Aplicação de força em categorias de base no futsal


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   Para o desenvolvimento de um programa de treinamento de força destinado às crianças e adolescentes, deve seguir os mesmos passos do desenvolvimento de um programa para adultos. Porém algumas orientações devem ser seguidas para que o treinamento possa ser realizado em condições favoráveis, tanto para a segurança quanto para o melhor aproveitamento dos participantes.


    Os exercícios do programa de treinamento devem ser escolhidos de acordo com a faixa etária, com o nível de condicionamento, com o nível de conhecimento e coordenação, assim como a experiência prévia em exercícios físicos (CAMPOS, Arruda, 2004).

    Com crianças, a sobrecarga de um treinamento integrado para melhorar a força específica do futsal é suficiente com exercícios simples, fortalecendo as musculaturas que não estão envolvidas no jogo.

    A aplicação da força no treinamento está dividida em categorias pelas diferenças etárias, que possuem níveis maturacionais diferentes. Weineck (2004) subdivide as faixas etárias da seguinte forma:

a.     Categoria de 6 até 10 anos

    O principal objetivo nesta categoria é o fortalecimento do aparelho locomotor e da musculatura responsável pela postura de jogo, de forma multidisciplinar, variada e harmônica (com os dois lados do corpo).

    O treinamento deve ser integrado com bola, ser divertido e estar relacionado com a formação geral da coordenação.

    Até o décimo ano de vida é caracterizado pelo jogo livre, devendo também ser jogado com as mãos para enfatizar a visão periférica, que posteriormente vai contribuir para o desenvolvimento da criança no jogo.

    O treinamento de força deve ser realizado de maneira dinâmica, em função da baixa capacidade anaeróbica apresentada pelo indivíduo infantil (WEINECK, 2003).

    Segundo as pesquisas de Dieckmann; Letzelter (apud WEINECK, 2003) demonstram que o treinamento de força rápida é apropriado, de forma especial, nessa etapa. As recomendações de um treinamento de força nessa etapa é de duas vezes por semana, durante 12 semanas (30 a 45 minutos), para obtenção de ganhos na força rápida (força de salto, de chute e de sprint).

b.     Categoria de 10 até 12 anos

    Nesta faixa etária que é caracterizada pelo início da puberdade (em meninas com 11/12 anos e em meninos com 12/13 anos), ocorre um fortalecimento dos mais importantes grupos musculares.

    Trabalhos com o próprio peso corporal ou com utilização de medicine ball, e ainda com anilhas, fornecem uma sobrecarga adequada para esta faixa etária (WEINECK, 2004).

    Exercícios para o fortalecimento da musculatura abdominal, dorsal, extensora de braço, exercícios para força de salto podem ser mais elaborados, porém devem continuar sendo organizados de forma recreativa recomenda Weineck (2004).

c.     Categoria de 11 até 15 anos ou Pubescência

    A pubescência pode ser dividida em Pubescência (primeira fase puberal) e Adolescência (segunda fase puberal).

    Devido ao estirão de crescimento na primeira fase puberal ocorre uma desarmonia passageira nas proporções corporais. Esta faixa etária sofre uma série de modificações morfológicas e funcionais devido a secreção de hormônios do crescimento e sexuais, é extremamente delicada a sobrecargas de treinamento de forma errada e exercícios de caráter unilateral duradoura, pois estas sobrecargas terão reflexo direto na região da coluna (WEINECK, 2004).

    "Crianças e adolescentes com um crescimento retardado devem ser sobrecarregados de forma cautelosa, especialmente no treinamento de força" (WEINECK, 2004, p. 346). Nesta faixa etária, a força geral deve ser paralelamente desenvolvida com a força específica e os seus requisitos próprios do condicionamento (BENEDEK, 1987). "Sendo que a força básica geral é treinada através de circuitos, lutas de empurrar e puxar e exercícios com aparelhos". (WEINECK, 2003, p. 372).

d.     Categoria de 15 até 18 anos ou Adolescência

    Neste período ocorre o desenvolvimento lateral, onde se apresentam uma harmonia das proporções corporais e o aumento das concentrações de testosterona.

    A adolescência representa a faixa etária com a mais alta treinabilidade. Nesta faixa etária podem-se comprovar as mais altas taxas de crescimento da força (KOMADEL; ZURBRUGG apud WEINECK, 2004).

    Devido à estabilização do sistema esquelético, pode-se utilizar métodos de treinamentos adultos, porém com o volume sobrepondo a intensidade. Além disso, nesta fase, como a capacidade aeróbia já está bem desenvolvida, pode-se utilizar exercícios que causem fadiga local (estes devendo ser empregados com cautela).

    Como se pode avaliar nas explicações anteriores, no treinamento de força, em crianças e em adolescentes, ocorrem transformações dos conteúdos. Embora encontra-se exercícios de força na forma de jogos em todas as faixas etárias, com o passar do desenvolvimento, estes são substituídos por exercícios mais específicos e com uma ligação técnico-tático (WEINECK, 2004).

    Portanto, programas que são planejados para atletas profissionais nunca devem ser realizados por pré-púberes ou púberes, pois a capacidade de atletas profissionais em elevar peso, faz parte de anos em experiência de treinamento e de um desenvolvimento morfofuncional maduro. Forçar indivíduos pré-púberes e púberes a realizar um treinamento de atletas com mais experiência, os levará ao estresse e conseqüentemente resultar em graves lesões.

    O futsal hoje é um esporte que faz parte da cultura brasileira exercendo uma grande influência na formação dos jovens. Observa-se que a cada ano ocorre um aumento considerável de crianças e jovens participando de programas de treinamento e iniciação esportiva.

    Para que o jovem tenha um desenvolvimento psicofísico harmonioso, deve-se dar a ele uma dose de movimento, de maneira controlada e planejada (GOMES, 2008).

    O treinamento de força em crianças e adolescentes tem obtido aceitação e popularidade principalmente porque os ganhos em força podem ocorrer, o desenvolvimento ósseo pode ser acentuado e as lesões em outros esportes e atividades podem ser prevenidos com o aperfeiçoamento de programas de treinamento apropriados. Quando planejar um programa, considere o desenvolvimento e as diferenças físicas entre as crianças, a tolerância ao exercício e os aspectos de segurança, de tal modo que as lesões agudas e crônicas sejam minimizadas e os benefícios para os participantes sejam maximizados.

Veja a bibliografia aqui

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tipos de chute no Futsal


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O Chute é o primeiro fundamento o Futsal que a criança aprende. Muito por estimulo familiar, mesmo que não seja com a "técnica", é cultural uma criança, ao ver uma bola, chutar para aonde está virado.

Saiba mais todos os Esportes
 
Sendo assum, num jogo de futsal, chutar é o ato de bater na bola com os pés com determinado objetivo. Esse destino pode ser a retirada da bola de jogo, acertar outro jogador e, claro, fazer o gol. Dentro do jogo, ele tem dois objetivos: o defensivo (aquele que buscar afastar o perigo do ataque adversário) é feito de forma mais instintiva, portanto não exige muita técnica e o ofensivo (busca fazer o gol) requer percepção do posicionamento do goleiro adversário, noção de força, precisão e habilidade.
 
Pode ser, assim como o passe, feito com a parte interna no pé, com a externa (trivela), com o peito do pé, calcanhar e bico. Geralmente só chute é feito próximo a trave para dificultar a defesa do goleiro, mas outras técnicas, como chutar no "contra-pé" do goleiro, por cobertura ou colocado, também são importantes para uma boa finalização.
 
Tipos de Chutes
 
Chute Simples: Esse chute é batido com a parte interna ou dorso do pé. Com ele há mais probabilidade de conseguir que esse fundamento seja bem executado.

Chute de bate-pronto: Realizado imediatamente no momento em que a bola toca o chão.

Chute de voleio: Realizado com a bola no ar.

Chute de Bico: Costuma ser o chute mais fácil e realizado com a ponta do pé. Ele não costuma ser muito preciso pelo pouco espaço de contato. Chute por Cobertura: Com o pé por baixo da bola é possível fazer com que ela ganhe altura.
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Saiba mais sobre o Campeonato Mundial de Futsal


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A Copa do Mundo de Futsal da FIFA é um torneio internacional organizado pela FIFA para seleções nacionais masculinas de futsal.

A primeira edição desse Mundial foi realizado em 1989, nos Países Baixos, com a participação de 16 países. Ja a partir da segunda edição, em 1992, a FIFA passou a organizar seus mundiais em anos pares e a cada quatro anos (entre duas Copas do Mundo de futebol). Desde a a edição de 2012, são 24 equipes que estão classificados da Copa do Mundo.

Todos os eventos anteriores a Copa do Mundo de 2008 tiveram 16 seleções nacionais. O Mundial de 1989 contou com seis países da Europa, três da América do Sul, dois da África, dois da Ásia, dois da América do Norte e Central, e um da Oceania (no Mundial de 2004, foram cinco representantes europeus, quatro asiaticos (incluindo os anfitriões chineses), 3 sul-americanos, 2 norte-centro-americanos, 1 africano e 1 oceanico).

Em Campeonato Mundial de Futsal de 2008, pela primeira vez, 20 equipes participaram - seis países da Europa, quatro da América do Sul, duas da África, quatro da Ásia, tres da América do Norte e Central, e 1 da Oceania. Quatro anos depois, a FIFA ampliou o Mundial para 24 participantes (Europa, África, América do Norte e América Central e do Caribe ganharam mais uma vaga).

Até 2012, foram realizadas sete edições da Copa do Mundo de Futsal. Somente dois países venceram o torneio, a Seleção Brasileira de Futsal (5 vezes) e a Seleção Espanhola de Futsal (2 vezes).

Curiosidades:
  • O maior artilheiro de todos os tempos em Mundiais é o brasileiro Manoel Tobias: 43 gols;
  • Manoel Tobias também é o atleta com o maior número de partidas em Mundiais: 31 jogos ;
  • A partida com o maior número de gols em Mundiais é Rússia 31 x 2 Ilhas Salomão, placar registrado no torneio de 20081 ;
  • O brasileiro naturalizado russo chamado Pula fez 9 gols na partida e se tornou o jogador que mais vezes balançou a rede em um único jogo no campeonato ;
  • Ricardinho, de Portugal, foi o jogador mais jovem a entrar em quadra em Mundiais. No Campeonato Mundial de Futsal de 2000, ele tinha apenas 15 anos e 2 meses de idade ;
  • O jogador japonês Kazu é o atleta mais velho a disputar uma partida. Ele participou do Campeonato Mundial de Futsal de 2012, com 45 anos .
  • 12 jogadores já disputaram o Mundial de futsal e a Copa do Mundo de futebol de campo, sendo que três deles fizeram gols em ambos os torneios: Lakhdar Belloumi, da Argélia, Brian Laudrup, da Dinamarca, e Bruce Murray, dos EUA ;
  • Brasil, Argentina e Espanha são os únicos países que jogaram todas edições do Mundial ;
  • 43 países já disputaram o Mundial
  • A Espanha detém o recorde de maior numero de finais consecutivas (cinco vezes).

terça-feira, 3 de junho de 2014

O aquecimento no futsal


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O principal objetivo do aquecimento é preparar o organismo para o esporte, seja em treinamento, na competição ou no lazer.

Características do Aquecimento

Deve ser total - Deve aquecer todos os órgãos, músculos e articulações do corpo.

Deve ser dinâmico - Tem que despertar, realizando exercícios intercalados sobre a base de uma progressão suave.

Deve ser metódico - A sua realização será como um rito (sistemática) para o jogador de Futsal, e em progressão. Irá do global para o particular.

Deve ser proporcional e específico - Estará em função da qualidade e estado do jogador de Futsal, mas também em função do esforço e do exercício posterior a executar.

Deve alternar fases dinâmicas com fases de descanso - Não deve superar as 10 repetições por exercício, e deve haver variação nos exercícios.


Fases do aquecimento

Corrida contínua generalizada: corrida suave.

Movimentação geral: Movimentos específicos de rotação, elevação, extensão/flexão sobre pernas, tronco e braços.

Descanso e recuperação.

Estiramentos: Exercícios de potencialização da temperatura intramuscular, nas pernas principalmente para os jogadores e nos braços e pernas para o guarda-redes.

Corrida com alternâncias de ritmo: Primeiro suave, depois rápida em sprint, depois suave, depois rápida em sprint, e assim sucessivamente.
Descanso e recuperação.

Toque da bola em progressão: Passes e recepção da bola em progressão (movimentação contínua).

Assimilação da corrida (movimentação) para rematar a bola: Passes e jogadas com remates à baliza.

Retorno á calma, após exercício físico.

Alongamentos finais.

O aquecimento é de extrema importância para uma maior aproximação do atleta/equipa ao jogo, ou seja, as condicionantes que o jogo exige pressupõe que o atleta esteja em condições, físicas, técnico-tácticas e psicológicas para encarar o jogo.

De facto, a abordagem ao aquecimento que precede o treino e/ou o jogo, deve prever uma estruturação definida e precisa que esclareça o atleta/equipa para o exercício/treino ou para a abordagem global ao jogo.

Ora se esta abordagem minuciosa deveria ser encarada com grandeza, verificamos que, por vezes, as equipas apresentam um aquecimento pouco realista e que se coaduna muito pouco com a filosofia e as exigências do jogo ou treino. Desta forma, o atleta/equipa irão apresentar-se pouco objectivos, desconcentrados, "perdidos", onde tamanha desorientação assume a atitude e relevância que identifica a sua forma inicial de abordar a competição ou exercício/treino.

Contudo, se no treino o prejuízo é racionalizado e não é quantificativo (só o é na qualidade que oferece ao treino), no jogo esta atitude identifica uma equipa amorfa, pouco objectiva e que procura durante o tempo de jogo alcançar tais índices competitivos outrora previstos.

Ora o aquecimento é o motor de arranque para uma boa toada competitiva, onde a equipa deverá privilegiar as acções que o jogo invoca e deverá assumir as exigências que em cima referi. (técnico-táctica, física e psicológica).

Neste sentido, pergunto se não deveríamos ter em conta o modelo de jogo do adversário (intensidade de jogo que o identifica), o tipo de piso, as condições climatéricas (exigem mais tempo de aquecimento), e sobretudo a homogeneidade ao nível da concentração para objectivar tudo o que durante uma semana ou mês nos intensificamos a trabalhar.

O aquecimento é mais do que uma forma de prevenir lesões, é mais do que potencializar capacidades, o aquecimento (antes competição) é o tempo de jogo sem cronómetro onde cada equipa detém um ponto e procura a conquista dos restantes (2), sim porque é aí que as duas equipas já competem, cada uma no seu campo reduzido à metade.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A condução da bola no Futsal

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Segundo Tenroller (2004), é o movimento de levar a bola próximo aos pés, de maneira que ela esteja sempre ao alcance do condutor, que assim poderá agir prontamente, quer seja caminhando ou em velocidade. Uma condução com habilidade apurada requer ampla percepção espacial. Muitos torcedores definem esse jogador como inteligente, de fato, requer as inteligências motoras amplas, espacial e temporal a fim de ser bem sucedido nos jogos.

    Conduzir a bola refere-se à ação de carregá-la de um local para outro na quadra, principalmente em direção à goleira adversária (Mutti, 2003). Para Santos Filho (2002) a condução é a habilidade do jogador em controlar ou manter a bola sempre sob seu domínio. Sua condução poderá ser em linha reta, curva, em diagonal ou em ziguezague, porém sempre com movimentação solta e por meio de toques sucessivos.

    Já para Costa (2007), condução de bola nada mais é do que o simples fato de transportar a bola pelos espaços possíveis na quadra, de um lado ao outro. Para que esta condução seja realizada de forma eficiente, ao tocar na bola, o jogador deve fazê-lo sem muita força, para que esta não fuja do seu controle. Também é necessário manter sempre uma boa visão de jogo, da bola e, principalmente, dos atletas, quer adversários ou de sua própria equipe.

    Para Lucena, (2001), é a ação de progredir com a bola por todos os espaços possíveis do jogo. Ao conduzir a bola, deve-se estar sempre em condições de passar, finalizar, manter a posse ou dar seqüência às ações de jogo. Segundo o mesmo autor, ela classifica-se em: Condução em relação à trajetória ou à execução, podendo estas ser retilíneas ou sinuosas.

    Quanto à execução, as conduções retilíneas e sinuosas podem ser realizadas com a face interna, face externa ou solado. Segundo Lucena (2001), deve-se considerar cabeça erguida, bola próxima do corpo, coordenação em velocidade, proteção de bola, equilíbrio, noção de espaço e estar em condições de passar, finalizar ou manter a posse de bola.

Drible

    Denominamos drible como o recurso em que o jogador utiliza para, quando de posse de bola, ultrapassar o adversário sem perder o controle da mesma. De acordo com Mutti (3003), o ato de driblar é uma ação individual realizado com bola, que é o resultado de uma combinação de variáveis como equilíbrio, velocidade de arranque, agilidade, descontração muscular, ritmo entre outros, que tem por objetivo ultrapassar o adversário a sua frente. Para Costa (2007), drible é o gesto pelo qual o atleta busca ultrapassar um ou mais adversários, estando com a posse de bola sob seu domínio.

    Segundo Lucena (2001), é uma ação individual, exercida com a posse da bola, visando ludibriar, um oponente tentando ultrapassá-lo. É um dos elementos do jogo, que para ser bem aplicado exige do praticante bom tempo de reação, velocidade de execução, noção de espaço, coordenação e a capacidade de improvisar na utilização das diferentes técnicas individuais..

    Para Tenroller (2004), trata-se de uma série de movimentos e ações que culmina com a superação do adversário e a seqüência da jogada com a posse da bola. Curiosamente, em opiniões e depoimentos, alguns jogadores dizem sentir mais alegria e prazer em superar os adversários com a posse da bola, isto é, driblá-los, do que fazer o gol. Os dribles podem ocorrer por vaidade quando há uma diferença muito acentuada das habilidades individuais entre os jogadores.

Finta

    Diferentemente do drible, a finta é um movimento realizado sem a posse da bola. Ele tem por objetivo principal deslocar o adversário e fugir de sua marcação. Para Costa (2007) fala que finta é o ato de se movimentar sem a bola com o intuito de ludibriar o adversário. Ela é feita através de um balanço do corpo para frente ou para os lados, para assim tirar proveito da jogada tirando distância do oponente. Este termo é amplamente empregado em esportes como basquetebol e o handebol.

    Segundo Tenroller (2004), é uma ação de inteligência motora e cognitiva que ocorre no espaço e no tempo apropriado. Seu objetivo maior é o de levar o adversário - geralmente é o marcador - a pensar que quem fez a finta irá para um lugar quando este vai para outro. Esse deslocamento ocorre sem a bola justamente para que se possa, na maioria das vezes, recebê-la em situação privilegiada, ou seja, sem a pressão do adversário.

    Tal fundamento é muito requisitado nos jogos de alto nível, uma vez que, logo após a finta, haverá a possibilidade de acontecer o chute a gol ou, ainda, um passe ou assistência a um colega de equipe em melhores condições de dar seqüência à jogada. Ela pode segundo Santini e Voser (2008) ser classificada quanto ao seu objetivo, seja ofensivo ou defensivo.

Marcação

    Mesmo com muitos autores citando este fundamento em seus estudos como sendo de caráter coletivo, tendo em vista que ela é unidade da defesa, a marcação é realizada de forma individual pela aproximação do adversário, objetivando roubar-lhe a bola, impedir seu recebimento ou impedir sua ação. É de fundamental importância para um bom resultado final em uma partida.

    Ela ocorre em dois casos distintos, ao se marcar o adversário que está com a bola e os adversários que estão sem ela. Costa (2007), diz que marcar o adversário é evitar sua progressão quando este está com a posse de bola, ou quando este está sem a posse de bola, marcação significa não deixar que este receba em condições dar seqüência na jogada.

    É comumente dividida em marcação individual, por zona ou mista. Na marcação individual cada jogador de defesa tem sob sua responsabilidade um adversário pré-determinado, a quem caberá marcar, controlar e anular, impedindo-o de jogar, quando o time adversário tenha a bola. Neste tipo de marcação o fator mais importante é o jogador adversário a ser marcado. Já a marcação por zonas ou por setores é realizada considerando as faixas da quadra: defesa, meio-campo e ataque. Dividindo a quadra em zonas, atribui-se a cada jogador um espaço, de acordo com suas características e as da função a ser desempenhada, mas os limites das zonas não são estanques, cabendo aos responsáveis por cada zona o cuidado também com as demais zonas. E por fim a marcação mista consiste na soma das duas anteriores, segundo a qual parte da equipe joga marcando por zona, e outra, marcando individualmente, sobre um ou mais adversários. Geralmente utilizada para anular os grandes destaques individuais da equipe adversária.

    Segundo Tenroller (2004), trata-se da ação de evitar que o adversário receba a bola ou, quando este a possui, impedir ou dificultar suas ações técnicas de condução, passe, chute ou drible. Há possibilidade de essa ação acontecer de modo individual quando um jogador ficar sempre muito próximo ao adversário. Essa é a denominada marcação homem a home ou individual. Outro modo de execução dá-se por zona. Este consistem em impedir o êxito da equipe adversária controlando suas ações em determinados espaços da quadra. Para Lucena (2001), é a ação de impedir que o oponente direto tome posse da bola, e quando de posse da mesma, venha a progredir pelo espaço de jogo, classificando-se segundo o autor em três aspectos: individual, por espaço ou zona e mista.

    Segundo o mesmo autor, a técnica de marcar pode ser dividida em dois estágios: a aproximação e a abordagem.


Fonte

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