Lesões no Futsal







O futsal é um esporte em ascensão no âmbito mundial. A Entidade Nacional dirigente do Futsal (CBFS), conta com 27 Federações Estaduais filiadas e congrega mais de quatro mil clubes e 310 mil atletas inscritos e, anualmente, promove competições nacionais de seleções e de clubes, nas categorias sub-15, sub-17, sub-20 e adulto, tanto no masculino como no feminino. Além da grande adesão a essa modalidade, o futsal é um esporte de contato direto, que exige tomada de decisões rápidas e treinamento intenso.

    No contexto esportivo, Cabral (2009) conceitua a preocupação como uma desorganização psíquica que pode estar presente em quase todas as outras formas de desequilíbrio emocional (ansiedade, medo, apatia, alta intensidade emocional) antes, durante e após a competição. Já o autor Dunn (2001) afirma que tal sensação chega a ser considerada uma das emoções mais negativas que o atleta pode experimentar, podendo, em alguns casos, destruir a sua harmonia psíquica.

    A lesão é um motivo de preocupação não só para atletas de rendimento como para todas as pessoas que se exercitam regularmente com outros objetivos, pois elas podem provocar a interrupção das atividades físicas por tempo indeterminado. No caso de atletas, algumas lesões podem levar ao encerramento da carreira (ARNASON et al., 2004).  

    Alguns autores destacam que a preocupação com a lesão é um sentimento comum, principalmente quando a dificuldade e o risco da tarefa são altos, o que pode contribuir para que a lesão ocorra de fato, pois a preocupação em se lesionar pode gerar uma tensão muscular o que torna os movimentos rígidos e descoordenados, provocando a sua execução de maneira errada (ESTRADA, 2007; FLOREAN, 2002; FORD et al., 2000; HACKFORT e KLEINERT, 2007).A maioria das lesões no futebol é causada por trauma direto, ou seja, contato com outro jogador, daí alta incidência de lesões em jogos e em treinos, uma vez que o futsal é um esporte de contato e exige tomada de decisões rápidas. Os dados relativos à situação em que a lesão ocorreu se assemelham aos achados de Arnason et al. (2004), em que a incidência de lesões em jogos de futebol é maior. Segundo esses autores, são em média, 4-6 vezes maiores do que a incidência em sessões de treinamento.

    Mendelsohn (1999) aponta vários fatores, internos e externos, capazes de tornar o atleta vulnerável a lesões, tais como: má preparação física, más condições para a prática esportiva, campeonatos curtos, demasiadas competições, predisposições genéticas, influências sociais, estresse, pressa para regressar à competição, mudanças de equipe, derrota e clima negativo, baixos níveis de motivação e jogo mais violento.

    Um aspecto importante a ter em conta quando se lida com uma lesão esportiva é a prevenção (DUNN et al., 2001). Segundo Florean (2002), a intervenção preventiva passa pelo técnico e pelo psicólogo. Este último, em conjunto com o próprio atleta, estabelece metas possíveis de conquista, aumentando a sua motivação, fortalece a sua auto-confiança para que possa controlar as variáveis que o afetam a tomar as decisões corretas no momento exato, trabalha sobre a influência do estresse, ajudando o atleta a reconhecer todas as variáveis que o colocam numa situação estressante e para que, mediante determinadas técnicas, possa alcançar o seu estado ótimo.

    Mendelsohn (1999) propõe que se faça uma preparação mental preventiva para evitar lesões, tendo em conta três níveis: o nível cognitivo, psicomotor e afetivo. Esta preparação faz-se através do aumento das capacidades de análise, crítica, juízo, decisão e controle dos processos perceptivos, do aumento das capacidades de aprendizagem, controle e regulação do movimento e com o controle da emoção e ansiedade, com o conseqüente aumento da auto-estima, da auto-confiança e da capacidade de enfrentar os problemas.

    Treinar o controle atencional dos atletas, o feedback, a imagem mental e o relaxamento pode reduzir as condições que perturbam a performance esportiva e aumentam a predisposição a uma lesão. Ensinar os atletas estratégias psicológicas para controlar o estresse pode reduzir o risco de contrair uma lesão esportiva (Petitpas & Brewer, 2004).

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