A condução da bola no Futsal






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Segundo Tenroller (2004), é o movimento de levar a bola próximo aos pés, de maneira que ela esteja sempre ao alcance do condutor, que assim poderá agir prontamente, quer seja caminhando ou em velocidade. Uma condução com habilidade apurada requer ampla percepção espacial. Muitos torcedores definem esse jogador como inteligente, de fato, requer as inteligências motoras amplas, espacial e temporal a fim de ser bem sucedido nos jogos.

    Conduzir a bola refere-se à ação de carregá-la de um local para outro na quadra, principalmente em direção à goleira adversária (Mutti, 2003). Para Santos Filho (2002) a condução é a habilidade do jogador em controlar ou manter a bola sempre sob seu domínio. Sua condução poderá ser em linha reta, curva, em diagonal ou em ziguezague, porém sempre com movimentação solta e por meio de toques sucessivos.

    Já para Costa (2007), condução de bola nada mais é do que o simples fato de transportar a bola pelos espaços possíveis na quadra, de um lado ao outro. Para que esta condução seja realizada de forma eficiente, ao tocar na bola, o jogador deve fazê-lo sem muita força, para que esta não fuja do seu controle. Também é necessário manter sempre uma boa visão de jogo, da bola e, principalmente, dos atletas, quer adversários ou de sua própria equipe.

    Para Lucena, (2001), é a ação de progredir com a bola por todos os espaços possíveis do jogo. Ao conduzir a bola, deve-se estar sempre em condições de passar, finalizar, manter a posse ou dar seqüência às ações de jogo. Segundo o mesmo autor, ela classifica-se em: Condução em relação à trajetória ou à execução, podendo estas ser retilíneas ou sinuosas.

    Quanto à execução, as conduções retilíneas e sinuosas podem ser realizadas com a face interna, face externa ou solado. Segundo Lucena (2001), deve-se considerar cabeça erguida, bola próxima do corpo, coordenação em velocidade, proteção de bola, equilíbrio, noção de espaço e estar em condições de passar, finalizar ou manter a posse de bola.

Drible

    Denominamos drible como o recurso em que o jogador utiliza para, quando de posse de bola, ultrapassar o adversário sem perder o controle da mesma. De acordo com Mutti (3003), o ato de driblar é uma ação individual realizado com bola, que é o resultado de uma combinação de variáveis como equilíbrio, velocidade de arranque, agilidade, descontração muscular, ritmo entre outros, que tem por objetivo ultrapassar o adversário a sua frente. Para Costa (2007), drible é o gesto pelo qual o atleta busca ultrapassar um ou mais adversários, estando com a posse de bola sob seu domínio.

    Segundo Lucena (2001), é uma ação individual, exercida com a posse da bola, visando ludibriar, um oponente tentando ultrapassá-lo. É um dos elementos do jogo, que para ser bem aplicado exige do praticante bom tempo de reação, velocidade de execução, noção de espaço, coordenação e a capacidade de improvisar na utilização das diferentes técnicas individuais..

    Para Tenroller (2004), trata-se de uma série de movimentos e ações que culmina com a superação do adversário e a seqüência da jogada com a posse da bola. Curiosamente, em opiniões e depoimentos, alguns jogadores dizem sentir mais alegria e prazer em superar os adversários com a posse da bola, isto é, driblá-los, do que fazer o gol. Os dribles podem ocorrer por vaidade quando há uma diferença muito acentuada das habilidades individuais entre os jogadores.

Finta

    Diferentemente do drible, a finta é um movimento realizado sem a posse da bola. Ele tem por objetivo principal deslocar o adversário e fugir de sua marcação. Para Costa (2007) fala que finta é o ato de se movimentar sem a bola com o intuito de ludibriar o adversário. Ela é feita através de um balanço do corpo para frente ou para os lados, para assim tirar proveito da jogada tirando distância do oponente. Este termo é amplamente empregado em esportes como basquetebol e o handebol.

    Segundo Tenroller (2004), é uma ação de inteligência motora e cognitiva que ocorre no espaço e no tempo apropriado. Seu objetivo maior é o de levar o adversário - geralmente é o marcador - a pensar que quem fez a finta irá para um lugar quando este vai para outro. Esse deslocamento ocorre sem a bola justamente para que se possa, na maioria das vezes, recebê-la em situação privilegiada, ou seja, sem a pressão do adversário.

    Tal fundamento é muito requisitado nos jogos de alto nível, uma vez que, logo após a finta, haverá a possibilidade de acontecer o chute a gol ou, ainda, um passe ou assistência a um colega de equipe em melhores condições de dar seqüência à jogada. Ela pode segundo Santini e Voser (2008) ser classificada quanto ao seu objetivo, seja ofensivo ou defensivo.

Marcação

    Mesmo com muitos autores citando este fundamento em seus estudos como sendo de caráter coletivo, tendo em vista que ela é unidade da defesa, a marcação é realizada de forma individual pela aproximação do adversário, objetivando roubar-lhe a bola, impedir seu recebimento ou impedir sua ação. É de fundamental importância para um bom resultado final em uma partida.

    Ela ocorre em dois casos distintos, ao se marcar o adversário que está com a bola e os adversários que estão sem ela. Costa (2007), diz que marcar o adversário é evitar sua progressão quando este está com a posse de bola, ou quando este está sem a posse de bola, marcação significa não deixar que este receba em condições dar seqüência na jogada.

    É comumente dividida em marcação individual, por zona ou mista. Na marcação individual cada jogador de defesa tem sob sua responsabilidade um adversário pré-determinado, a quem caberá marcar, controlar e anular, impedindo-o de jogar, quando o time adversário tenha a bola. Neste tipo de marcação o fator mais importante é o jogador adversário a ser marcado. Já a marcação por zonas ou por setores é realizada considerando as faixas da quadra: defesa, meio-campo e ataque. Dividindo a quadra em zonas, atribui-se a cada jogador um espaço, de acordo com suas características e as da função a ser desempenhada, mas os limites das zonas não são estanques, cabendo aos responsáveis por cada zona o cuidado também com as demais zonas. E por fim a marcação mista consiste na soma das duas anteriores, segundo a qual parte da equipe joga marcando por zona, e outra, marcando individualmente, sobre um ou mais adversários. Geralmente utilizada para anular os grandes destaques individuais da equipe adversária.

    Segundo Tenroller (2004), trata-se da ação de evitar que o adversário receba a bola ou, quando este a possui, impedir ou dificultar suas ações técnicas de condução, passe, chute ou drible. Há possibilidade de essa ação acontecer de modo individual quando um jogador ficar sempre muito próximo ao adversário. Essa é a denominada marcação homem a home ou individual. Outro modo de execução dá-se por zona. Este consistem em impedir o êxito da equipe adversária controlando suas ações em determinados espaços da quadra. Para Lucena (2001), é a ação de impedir que o oponente direto tome posse da bola, e quando de posse da mesma, venha a progredir pelo espaço de jogo, classificando-se segundo o autor em três aspectos: individual, por espaço ou zona e mista.

    Segundo o mesmo autor, a técnica de marcar pode ser dividida em dois estágios: a aproximação e a abordagem.


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